A importância de não se isolar: sinais e perigos do isolamento
- Espaço Hellas

- 22 de jun.
- 3 min de leitura

O isolamento social pode ser sinal de diversos transtornos, como depressão e ansiedade, mas também pode ser um dos fatores que colabora para o desenvolvimento desses quadros.
Quando falamos da busca por saúde mental, estamos falando em uma junção de boas práticas que nos ajudam a manter nossa mente em equilíbrio. Fazer parte de um círculo acolhedor, benéfico e respeitoso também é crucial para o bem-estar. Por isso, é fundamental falar sobre a importância de não se isolar.
Seja buscando ajuda profissional ou renovando seu meio social, às vezes é preciso reestruturar a forma como nos colocamos no mundo em relação a outras pessoas. Afinal, é quase impossível viver completamente isolado e ainda manter um estilo de vida saudável.
Então, vamos entender alguns pontos importantes sobre o problema de se isolar.
Isolamento ou tempo sozinho?
Antes de mais nada, é preciso entender a diferença entre se isolar e precisar de um tempo sozinho para relaxamento e regulação das emoções.
O isolamento acontece quando cortamos toda e qualquer oportunidade de interação com outras pessoas. Isso envolve, constantemente, a dificuldade em pedir ajuda.
Quando nos isolamos, não falamos sobre nossos problemas, não compartilhamos nossos medos e alegrias, não dividimos experiências que, com o apoio e o olhar do outro, podem se tornar mais manejáveis.
Já a necessidade de um tempo sozinho para se regular emocionalmente é natural e, muitas vezes, necessária. Todos precisamos de espaço, de interagir e compartilhar no nosso próprio tempo e respeitando nossa personalidade.
A regulação emocional se faz necessária após períodos de estresse, cansaço mental e longos momentos de interação social. Já o ato de se isolar é prejudicial, e acontece com mais constância.
Além disso, é importante ressaltar que o isolamento muitas vezes é “opcional”, o que está ligado aos transtornos da mente.
Solidão é diferente de isolamento:
A sensação de solidão experienciada por um indivíduo pode ser uma questão social. Isso quer dizer que, em alguns casos, a pessoa que se sente sozinha é excluída de determinados círculos, o que pode ter raízes em diversos motivos:
Uma amiga que tem filhos quando seu grupo social não tem e muitas vezes não se encaixa nas atividades dos amigos;
Alguém que vive sozinho e trabalha em um emprego remoto, perdendo oportunidades para encontrar pessoas e interagir;
Minorias que são excluídas ou se sentem inseguras e até mesmo impedidas de fazerem parte de meios sociais;
Idosos que moram sozinhos, longe da família e dos amigos, e que encontram dificuldade no convívio social online.
Todos esses são exemplos de solidão, e existem muitos outros. Mas este é um assunto para outro momento.
O isolamento, por sua vez, pode começar com uma escolha. Ele não é imposto a nós pelas outras pessoas, ele se dá por meio do afastamento de grupos sociais aos quais temos oportunidade de fazer parte. Acontece quando negamos essas chances por: medo, ansiedade, frustração, trauma, esgotamento e muitos outros motivos.
É perigoso quando essa escolha se torna um hábito, porque ela pode acabar sendo naturalizada por nosso cérebro.
Muitas vezes, o isolamento também ocorre de maneira sutil. Ele aparece, inclusive, na pessoa que frequenta eventos e espaços públicos, mas não consegue criar ou manter conexões profundas e nem “manter contato”.
Em alguns casos, o isolamento pode ser imperceptível para quem convive com ele, tanto por aqueles ao redor quanto pelo próprio indivíduo nesta posição.
Os sinais do isolamento:
Alguns sinais de que você ou alguém está se isolando podem aparecer na rotina, e muitas vezes evoluem com o passar do tempo.
Deixar de responder mensagens e ligações;
Desculpas constantes para recusar presença em reuniões;
Quando alguém passa dias sem fazer contato;
Falta de interesse em realizar atividades, mesmo as que antes geravam prazer;
Queda da autoestima e auto julgamento de sua aparência, personalidade e habilidades de comunicação, que se tornam desculpas para não interagir;
Dificuldade extrema para compartilhar experiências ou “desabafar”;
Sensação de que está “incomodando” ou de que está deslocada quando interage.
Se por um lado a internet tornou o contato mais possível e mais constante, ela também aumentou a predisposição ao esgotamento mental e ao super estímulo das emoções. Estes também podem ser incentivos para que alguém se isole. Isso se dá por meio de uma espécie de “burnout social”, quando o indivíduo se excluí dos ambientes por cansaço ou desenvolve o hábito de comparar sua vida com as de outras pessoas, o que desperta gatilhos que podem levar ao medo de socializar.
Tendo tudo isso em mente, o melhor a fazer quando o isolamento passa a ser uma rotina, e não períodos ocasionais e naturais, é buscar ajuda profissional.
Contar com uma rede de apoio e um círculo social saudável é benéfico e necessário, e pode transformar o estado mental de uma pessoa. Por isso, é importante ficar atento aos sinais do isolamento, estejam eles em nós ou no outro.
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