Como cultivar mais empatia para melhorar os relacionamentos.
- Espaço Hellas

- 19 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

O psicólogo Carl Rogers escreveu que “Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro, e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele”.
Algumas pessoas acreditam que a empatia se limita a pensar no que faríamos se estivéssemos no lugar do outro, ignorando que nossa vivência, posição social, habilidade emocional e diversos outros fatores são diferentes.
Ser empático seria, portanto, aprender a olhar para o mundo como o outro o viu. Levar em consideração seus cenários, desafios e histórias. Não apenas nos colocar em seu lugar, mas entender quem seríamos se esse lugar também fosse o nosso.
Para melhorar os relacionamentos, é fundamental cultivar a empatia. Vamos descobrir como!
Por que devemos ser empáticos?
São muitas as formas que temos de exercitar nossa empatia. Muitas vezes, fazemos isso sem perceber, mas geralmente nos colocando em situações boas. Gostamos de imaginar como seria nossa vida se tivéssemos o corpo daquela modelo ou o dinheiro de um empresário famoso. Então por que será tão difícil fazer isso para entender o outro?
Para melhorar nossas relações em qualquer âmbito social, é fundamental aprender a ver com os olhos do outro. Isso pode evitar conflitos ou ajudar na solução dos mesmos, e até nos engajar em causas importantes. Também é por meio da empatia que conseguimos nos tornar amigos, parceiros e seres melhores. Afinal, ninguém quer desabafar para alguém que não busca entender seus dilemas.
Note que “entender” não é o mesmo que “concordar” ou “aceitar”. Ao se colocar no lugar do outro, isso não precisa mudar a forma como você se sente em relação a determinado assunto, mas pode te ajudar a lidar com temas de forma mais leve, justa e acolhedora.
Exercícios de empatia:
Na escola, as crianças são expostas a exercícios de empatia o tempo todo, de forma natural. Uma simples brincadeira onde cada um tem a sua vez pode ensinar que algo não é tão fácil quanto parece quando estamos apenas olhando.
Já na fase adulta, esses exercícios se tornam escolhas diárias. Alguns deles são:
Escuta ativa: Concentre-se naquilo que o outro está lhe contando, e demonstre isso por meio de linguagem corporal e palavras de afirmação sinceras. Entender o outro com clareza é o primeiro passo para um posicionamento empático.
Questionar sua posição: Ao invés de apenas julgar o outro com base em suas atitudes, pergunte-se por que sua opinião é diferente, e por que pode parecer que você “reage melhor” do que ele a determinadas situações.
Treinar seu olhar atento: Busque compreender o outro e as raízes de suas ações, falas e personalidade. Pergunte-se: O que pode ter feito com que ele desenvolvesse esse comportamento?
Praticar a inversão de papéis: Experimente se imaginar na vida e no corpo do outro e, se necessário, coloque-o em sua própria pele também. Assim, verá caminhos para suas diferenças.
O diferente importa: Busque aumentar o seu ciclo convivendo, ouvindo e conhecendo pessoas de outras culturas, posições, vivências, raças. Quanto mais diversidade de pontos de vista você tiver, mais completo será seu repertório empático.
O fim de ano e a empatia:
Quando as festas de fim de ano chegam, é natural que as pessoas se sintam mais inclinadas a gestos de empatia. As mensagens de amor e união transmitidas neste período incentivam — e ensinam — o cuidado com o outro.
Assista nosso especial de fim de ano aqui.
O Natal é uma data importante e sagrada para diversas pessoas, em que a maioria delas se inspira a fazer o bem. Logo, pensar em gestos que faríamos, e naqueles que não faríamos no Natal, pode nos ajudar a compreender e estabelecer nossos próprios valores e limites empáticos.
E por que não treinar essa visão no resto do ano? Quando aplicamos a empatia ao nosso dia a dia, estamos também transformando as vidas ao redor. Com ela, podemos melhorar o convívio em sociedade, em nossa casa e trabalho. Tudo isso sem abrir mão de nossas opiniões e personalidade. Afinal, ser empático é se colocar no lugar do outro em prol de um bem maior, e não abrir mão de si mesmo.
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