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Agosto Dourado: uma campanha em prol da amamentação.

  • Foto do escritor: Espaço Hellas
    Espaço Hellas
  • 6 de ago.
  • 3 min de leitura
Título do blog em arte com fundo amarelo

Agosto é mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno. Essa prática, além de gerar conexão emocional entre mãe e bebê, também é sinônimo de desenvolvimento saudável nos primeiros meses de vida da criança.


No entanto, amamentar envolve diversos fatores. A saúde mental da mãe, o conforto para o corpo e a quantidade de leite produzida são alguns deles.


Por isso, quando falamos sobre amamentação, nem sempre estamos falando de um assunto simples ou algo que vem naturalmente. Até porque, a amamentação também é algo sobre o que se aprende.


Quando falamos sobre maternar, qualquer que seja o tema, é preciso levar em consideração que existem diversos tipos de realidade, olhando tanto para o bem-estar do bebê quanto da mulher. Vamos falar um pouco mais sobre isso?


O que é o Agosto Dourado?


Este destaque especial no calendário surgiu com o intuíto de informar acerca do aleitamento, além de ressaltar a importância da prática. A cor dourada foi escolhida em paralelo ao “padrão ouro” de qualidade do leite materno.


A campanha possui quatro objetivos principais e importantes:


Defender o aleitamento exclusivo: é de conhecimento geral e respaldo médico que o leite materno contém todos os nutrientes e componentes necessários para a alimentação do bebê até os seis meses de vida. Este tópico estimula a amamentação como fonte de alimento exclusiva.


Incentivar a amamentação prolongada: ainda que a introdução alimentar seja necessária após determinada fase, especialistas apoiam a amamentação continuada, sendo complemento da alimentação até os dois anos de idade ou mais.


Rede de apoio: a campanha incentiva e valoriza amigos, familiares e parceiros na missão de ser apoio para a mulher que amamenta, oferecendo suporte mental, físico e estrutural. Isso inclui a sociedade e os locais de trabalho, que devem prestar acolhimento para esta mãe e família.


Doação de leite: é preciso reforçar a coleta e doação de leite materno para preencher bancos de amamentação em hospitais e instituições de suporte. O leite doado por outras mães salva a vida de bebês prematuros e internados, além de ajudar mulheres que não podem ou não conseguem amamentar.


Saúde mental da mãe:


É sempre importante falar sobre a saúde mental materna, mas é fundamental lembrar, quando falamos sobre amamentação, que diferentes mães têm diferentes realidades.


Além da própria expectativa sobre o maternar, mães também precisam lidar com pressão social e, muitas vezes, desafios físicos.Pense nas seguintes situações:


  • Uma mãe que não recebe o devido suporte para amamentar no trabalho;

  • A mãe cujo corpo não produz leite o suficiente;

  • Aquela que conseguiu amamentar na primeira gravidez, mas não consegue na segunda;

  • Uma mãe atravessando algum tipo de tratamento hospitalar que impede que ela amamente;

  • A mãe que se encontra emocionalmente vulnerável;


Todas essas situações são reais e podem afetar qualquer mulher. Todas elas podem gerar sentimentos de culpa, insegurança, ansiedade e até se desenvolverem para um quadro psicológico mais grave.


Por isso, o acolhimento quando o assunto é aleitamento materno deve se estender também àquelas que não podem amamentar, e a tantas outras realidades.


Em nosso canal, TV Hellas, a psicanalista especialista em acolhimento emocional na maternidade, Ariane Andreo Batoni, falou mais sobre o agosto dourado e a maternidade:



Assista outros vídeos da especialista sobre o tema na playlist completa: #SessãoHellas com Ariane Andreo Batoni.


Em agosto e todos os dias queremos acolher as mães em seus desafios, incentivar a doação para bancos de leite e criar uma rede de cuidado, carinho e qualidade de vida acerca da amamentação. Participe desta campanha compartilhando e sendo ativo!


E lembre-se: você não está sozinha no seu maternar. Estamos juntas.

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